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Criança desmotivada é sinal de família enfraquecida

Criança desmotivada é sinal de família enfraquecida. É tão bonito ver famílias onde, quando o pai olha pra mãe e a mãe olha pro pai e os filhos olham pros seus pais, exista um sentimento de admiração. E que os pais vejam seus rebentos com um amor que não precisa ser perfeito, pois não somos perfeitos, mas ainda assim um amor que seja construído a cada dia. O mesmo no casal! Algumas pessoas dizem que o que não pode faltar em um relacionamento a dois é o respeito. E também é tão bonito o desejo de estar junto e de ver o outro bem. Querer para o outro, o mesmo que se quer para si. E pra fazer isso bem feito precisa mesmo é de amor próprio.

Corro o risco de estar cometendo uma blasfêmia, mas acho que amar ao próximo como a si mesmo, por um lado não é tão difícil. O difícil é amar a si mesmo, pra não sair dando patada por aí. No fundo, acredito que a maldade é falta de amor próprio. O ódio é o desamor por si mesmo. Como diz o sábio: “Quem vai pra cima do outro vai pra cima de si também”.  E a criança desmotivada? O que tem a ver com isso?

Criança desmotivada. A criança se espelha nos pais, e quando o espelho está ausente quem ela vê? Desmotivação é sentimento de vazio… Falta de referência! E eu creio que a solução pra isso é simples: Não está perto de cada um de nós. Está dentro.

crianca-desmotivada-conquistar-diariamenteConquistar diariamente é surpreender diariamente. E surpreender é se reinventar. Quem se reinventa constantemente pode até parecer não ser alguém tão constante, mas alivia o tédio de quem o encontra todo dia. Se reinventar é empoderamento!

Hoje em dia está na moda usar a palavra “empoderamento”. Eu gosto dessa palavra, não pela moda, mas pelo que ela diz. Sem a ilusão de que controlamos grandes coisas nessa grande obra cósmica que é a vida, o empoderamento pode ser encarado como um ato de humildade de quem se pergunta sempre: Onde eu posso melhorar? Será que estou certo? E se…?

Empoderamento é decidir que hoje pode ser divertido toda a família almoçar no chão vendo televisão, porque o que importa é a família reunida, e não a mesa.

Empoderamento é procurar mostrar para os filhos que a escola é o mínimo do mínimo perto do que é exigido de um ser humano nessa vida, porque o que importa é aprender a lidar com o diferente, e exercitar fazer o melhor, esteja onde estiver.

Empoderamento é não ser vítima da falta de tempo nem de ninguém. É não ter inimigos, não julgar, mas saber errar com leveza também.

Imaginou o que é uma criança MOTIVADA? Entusiasmo, energia, saúde, bom humor, vitalidade, vigor. Como auxiliar nossos filhos a serem pessoas mais felizes? Essa é a pergunta de 1 milhão de dólares.

O tripé do indivíduo

Acredito que cada um de nós é composto de um tripé, com três pontas: o EU, a FAMÍLIA e o TRABALHO (ou ESCOLA, no caso das crianças).

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  • EU: Individualidade, personalidade, valores pessoais, sentimentos, conhecimento, educação, religião e auto-conhecimento.
  • FAMÍLIA: Intimidade, relacionamento, pertencimento, doação, companheirismo, afazeres domésticos, compromisso.
  • TRABALHO: Serviço, relacionamento social, fonte de renda, compromissos, rotina, obrigações.

O que fica de fora?

Alguns me perguntam: Tem coisa faltando aí: Hobbies, amigos e comunidade são os mais citados.

O hobbies e amigos só dependem de onde cada um os coloca. Tenho grandes amigos no trabalho, no clube, no facebook… Mas eles estão um nível abaixo dos amigos que estão dentro do meu círculo, ou núcleo de poder, que é em resumo a minha família. O círculo de poder comporta amigos os mais importantes. São aqueles que trazemos para casa, e que nos recebem no seio de suas famílias.

O núcleo do poder da família

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Veja na imagem acima. Cada indivíduo é representado por um triângulo. A ponta que fica pra fora é a do trabalho, ou da escola no caso dos filhos. Vida de cachorro, brincadeiras à parte. As pontas que compões o núcleo de poder são as do “eu” e da “família”. São a base do ponto de vista emocional, para todos os que compõe este núcleo familiar.

CRIANÇA DESMOTIVADA: AGORA A SACADA PRINCIPAL, PRA VOCÊ QUE LEU ATÉ AQUI:

Muitas crianças são incentivadas a aprenderem certas habilidades que perdem completamente a graça para elas, porque são feitas 100% fora do contexto familiar. Tocar violão, fazer natação, jogar tênis…

As crianças desmotivadas com alguma atividade precisam ter esta atividade incluída de alguma forma na vida familiar. A criança que vai pra uma aula de violão, e só o que os pais fazem é pagar a mensalidade, instintivamente colocam a aula de violão na “caixinha da escola”. É aquela “caixinha” que está fora do núcleo do poder. É a “caixinha” onde o afeto não alcança. Quer mudar isso? Comece a demonstrar a sua paixão pela música. Nem que seja só ouvindo música, mostrando o que você gosta de ouvir.

Quando eu era criança eu adorava aula de geografia. Porque? Porque meu pai é geólogo, e sempre me explicava a formação das montanhas e as placas tectônicas quando viajávamos de carro. Geografia e geologia são duas coisas diferentes, mas na minha cabeça de criança eram a mesma, e assim eu me sentia pertencente àquele universo.

Você acha que filhos de músicos nascem com talento pra música? Não mais do você ou eu. Acontece que quem vê o amor pela música em casa se sente pertencente ao mundo da música. Se torna íntimo daquele universo. O sentimento de pertencimento é uma porta aberta na vida.

O que seus pais te ensinaram a apreciar, pelo simples exemplo?

É tão simples, tem gente que não percebe que o que move a criança é o espelho dado pela presença dos pais. Sabe aquela história de crianças que gostam mais da embalagem do que do conteúdo? Isso acontece muito com crianças pequeninas, até 2 anos. Isso ilustra bem o que quero dizer: a embalagem representa o gesto afetuoso de presentear. O conteúdo é outro assunto… Fica em segundo plano muitas vezes.

Hoje meu pai está se recuperando de uma doença grave, um AVC. Não há muito que eu possa fazer. Mas cheguei à conclusão que a melhor coisa que eu posso fazer por ele é me cuidar. Não sei se aprendi isso com ele, mas acho que sim. Vê-lo feliz me faz mais feliz.

Aforismo e conclusão: Anjo da guarda 2.0

Se existe mesmo o anjo da guarda, nos guarnecendo pela vida, então pra cada filho, acho que devo ter um anjo da guarda a mais. Somando minhas três filhas estou no 4.0! Afinal, fico pensando: Como será que um anjo da guarda daquela tão pequena e indefesa criatura poderá se manifestar neste mundo tosco, senão por intermédio daqueles que mais o amam, seus pais?

Fecho esse post, com um vídeo que fiz: Criança Triste

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